M Shadows fala sobre os significados e inspirações nas letras de Hail To the King.

Na mais recente edição da Kerrang! Magazine, M Shadows falou sobre os significados e inspirações de cada música do novo álbum do Avenged Sevenfold, Hail To The King. O A7X Eternal Solders, disponibilizou os scans da revista, onde você pode conferir a matéria completa da nova edição. Confira abaixo trechos da entrevista com M Shadows, onde ele explica o significado por trás de cada letra do novo álbum :

1 Shepherd of Fire : O som no início é realmente como o fogo. Muitas pessoas disseram que acham que soa como chuva – e nós tentamos uma maneira muito difícil de fazer um som como o fogo. A letra segue a linha de  “Sympathy To the Devil” do Rolling Stones. É muito eloquente que ele tenha sido fodido por Deus também. É tipo, “Deixe eu me apresentar e vamos fazer um acordo aqui”. Não é necessário eu falar. É mais vindo do próprio Satanás. Ele parece funcionar como uma reintrodução da banda, no entanto, é como a primeira coisa que você ouve , apesar de que não era algo que realmente pensamos muito (com antecedência).

2 Hail To The King : ‘Hail To The King’ é uma questão sobre como a sociedade si vê. Desde os primeiros dias, as pessoas tem eleito reis e líderes, as pessoas tem seguido presidentes, e eles choram sobre quem é o novo papa. Às vezes você vai tenta dormir e pensa : ‘O que estamos fazendo aqui? Por que precisamos de todas essas pessoas para nos dizer como viver as nossas vidas? Isso vale para acima de Deus ou abaixo de Satanás. Quem é o rei? Temos muitos reis. Foi uma daquelas coisas em que afirmamos, cantando em uma música e que pensávamos : “Uau, isso realmente significa algo de atingir os nervos.” Sabíamos que algumas pessoas iriam olhar para nós como se estivéssemos dizendo : “Nós somos o reis’, mas estávamos dispostos a nos submeter a essa quantidade de críticas, quando na verdade era algo um pouco mais profundo sobre a sociedade. Você sabe, antigamente, o cara que matava a maioria das pessoas e tinha todas as mulheres colocava aquele coroa na cabeça porque ninguém pode tirar isso dele é uma espécie de um lugar interessante que viemos –  e o que alguns dizem, ‘Hail to the King ‘, é como se pintar um quadro (com referência a história da música, pintar em quadros fatos existentes e que marcaram a história).

3 Doing Time : Essa música é sobre o nosso bar favorito (Johnny’s Saloon, Huntington Beach), e ficarmos em perigo. Trata-se da prisão em sua mente – na prisão de ir lá para beber esquecer seus problemas. Todo mundo está na mesma mentalidade lá e todo mundo está fazendo o seu tempo. Para nós, era uma metáfora sobre estar preso em sua própria cabeça e utilizando dispositivos para equilibrar isso e se sentir melhor. Fomos para Johnny’s (Saloon) muitas vezes enquanto fazíamos esse disco. É um lugar onde nós escrevemos o  Waking The Fallen (2003) e City of Evil (2005), também. Toda noite, quando acabávamos de escrever, nós íamos tomar uma bebida. Nós meio que fugimos disso com o self-titled (2007) e Nightmare (2010). É um daqueles lugares que é como uma família, então nós tentamos voltar um pouco mais nesse álbum. Mesmo após a gravação do disco, nós fizemos toda a nossa sessão de fotos lá – Nós estamos tentando manter na família neste caso. Eu gosto de ‘Doing Time‘, porque é um vocal que traz o caos, e que algo que as bandas não fazem mais como o Guns N ‘Roses fez. Para mim, isso é legal, porque a gente trouxe de volta um pouco.

4 This Means War : Para mim, Sad But True (Metallica) é realmente a mais diferente do Black Album. Tem um daqueles grandes grooves realmente lentos, e eu acho que eles se inspiraram muito no ( do épico álbum Physical Graffiti de Led Zeppelin) ‘Kashimiz’Então, nós estávamos olhando para todas essas canções e dizendo: “Queríamos algo muito diferente e com muitos grooves segmentados. Nós tentamos conseguir isso fazendo algo um pouco mais melódico mas ainda pesado, mantendo esse ritmo. Liricamente, não é sobre ir para o Iraque e matar pessoas. É mais sobre a guerra dentro de sua cabeça, e viver com as decisões que você faz que todo mundo luta de sua própria maneira.

5 Requiem : Nós estávamos muito influenciados por compositores do século 18 e 19 – e todos eles fizeram ‘requiems’. ‘Requiems’ foram algumas das peças mais bonitas da música, mas o que me surpreendeu com a ideia de que toda essa música era realizada nos funerais de pessoas que eram ateus ou agnósticos – pessoas que não acreditam em Deus. Mas os membros da família apenas se importavam em dizer, ‘Nós vamos fazer essas coisas que estão tentando enviar esta pessoa para o céu.’ Então, só por diversão, eu queria fazer um Requiem mal onde, quando o céu se abre, o Lorde das Trevas é o único que veio. Se você não acredita em Deus, então você provavelmente não acredita no diabo, por isso é mais uma metáfora para ‘Ei, algumas dessas pessoas provavelmente não querem ser enterradas daquela maneira.’ “Musicalmente é muito influenciada pelos antigos ‘Requiems’, misturado com metal pesado. Adicionando os grandes guitarras por isso não foi uma peça clássica.

6 Crimson Day : Essa música é muito otimista, eu tive um filho no último verão, por isso esta é a história que preencheu a perda de Jimmy com uma nova vida. Tentei escrevê-la de uma forma que poderia ser eficaz para pessoas que têm alguém em sua vida que eles adoram. Para mim, é sobre o meu filho. Não são muitas, provavelmente, apenas três ou duas músicas do disco que tenham qualquer tipo de luz – Se você está olhando para elas a partir de uma perspectiva puramente lírica. Eu acho que existem muitas perguntas e lições de mortalidade em outras músicas.

7 Heretic : Eu não estou dizendo a você como deve pensar ou acreditar – Eu não estou dizendo a você que o Diabo é real, e Deus não é real. Estou apenas apresentando algumas opções. É assim que eu vejo, existem pessoas pessoas que podem dizer, ‘Oh, eles estão adorando a Satanás!’ Isso não é o caso. ‘Heretic‘ é o exemplo perfeito do que as pessoas fazem quando levam suas crenças a sério e começam a fazer coisas ruins para as pessoas que não acreditam nas mesmas coisas que eles acreditam. ‘Heretic‘, para mim, é sobre os julgamentos das bruxas de Salém. É sobre três do oeste de Memphis. É sobre ser preso toda vida  por usar as roupas que você veste e porque você tem o cabelo comprido. E é com base na religião e fantasia, quando ninguém pode apenas olhar para os fatos de quem eles são, porque eles estão completamente obcecados com o amor as crenças da religião. Essa música é um passo atrás para dizer, ‘você não tem que estar na porta de alguém, pronto para queimá-los sem dar a chance de se explicarem’.

8 Coming Home : Primeiro, eu vou trazer o meu filho para estrada – porque ele não vai crescer sem um pai. ‘Coming Home’ é uma canção de turnê. Coisas que podem parecer segmentadas são coisas que temos experimentado que nós colocamos um pouco de vida nas distorções. Estamos contando um pouco de uma história grandiosa de coisas que realmente aconteceram, quando eu digo, ‘Standing in Hell (Estive no inferno)’, é uma referência de quando a banda esteve em pé no calor de 126°do Iraque no palácio de Saddam Hussein. Esse é um lugar que muitas pessoas neste mundo nunca irão conhecer, mas nós usamos a metáfora do “Standing in Hell, staring the Devil’s eyes (Estive no inferno, olhando nos olhos do Diabo)’quando estávamos olhando para a foto de Saddam na parede. Esse é o diabo para algumas pessoas. Há algumas histórias sobre as coisas que fizemos em todo o mundo, mas, ao final do dia, tudo o que você quer fazer é chegar em casa e ver todos os seus entes queridos. Assim, há dois pedaços iluminados nesse disco, este mundo deve ser o segundo (Após Crimson Day).

9 planetas : A música veio na inspiração do (compositor de cinema) John Williams. Eu estava pensando (na música tema de Star Wars) The Imperial March. É por isso que nós temos todas as trombetas, me senti muito Darth Vader. Então, quando você está pensando em marcha imperial, que é o espaço intergaláctico, certo? E lembrei de um filme chamado Melancholia ( filme de 2011 sobre a terra em rota de colisão com um planeta desconhecido) que um realmente gostei. Então eu pensei, ‘o que acontece quando você está em guerra com a Mãe Natureza e você não tem controle sobre ela? Você está preso no mundo. Se algo bater em nosso planeta fora de órbita, como algo para acabar com o nosso planeta, estaríamos em apuros. Então, ‘Planets’ é sobre o que está acontecendo.

10 Acid Rain : Continuação da música anterior, ‘Acid Rain’ é sobre o aspecto humano das coisas que estão acontecendo. É sobre a conexão que você tem com as pessoas e como você poderia ir lá e assistir os planetas colidirem sabendo que vai morrer e se tornar poeira, mas você está com quem ama e não se importa. O disco começa com fogo e terminando com a chuva que foi deliberada. O fogo no início é como o desejo ardente e a angústia, enquanto a chuva como ela termina colocando tudo para fora – e nada importa, porque todos nós temos sido esquecidos.

Confira também o áudio da entrevista com Synyster Gates, feita pela rádio Y108 de Ontário, sobre Hail To the King :


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