M Shadows concedeu uma entrevista na nova edição da Revista Esponhola Rock Zone.

Na recente edição da revista espanhola Rock Zone desse mês, M Shadows concedeu uma entrevista e abordou assuntos como o novo disco e a direção que a banda queria chegar em termos de sonoridade, sobre as críticas de Robb Flynn, sobre não se inspirar apenas no Metal para compor, sobre recentes especulações da mudança de estilo da banda pela perda de The Rev e mais…

Hail to the King reflete o som que sempre tinha imaginado para o Avenged Sevenfold ou apenas do momento atual do grupo?

M Shadows : Acho que é mais uma retrato atual do grupo. Sinto o mesmo respeito por todos os nossos discos. Quando fizemos Nightmare pensávamos que havíamos encontrado a sonoridade para o Avenged Sevenfold, o mesmo com o City Of Evil, por isso estes discos refletem onde nós estamos e o que sentimos, mas é apenas uma ideia que tivemos e que conseguimos juntar.

Sendo que o álbum é muito mais básico e simples, baseado em riffs, as melodias vocais adquiriram muita importância. Foi trabalhada de modo muito diferente?

M Shadows : Foi um grande desafio porque, cada parte era mais importante. Deixamos de lado de todos os arranjos e harmonias para fazer algo parecido com blues, e fazer isso é um pouco difícil. Queríamos fazer algo cativante mas que não fosse adocicado, nem muito sobrecarregado melodicamente. Trabalhamos tentando manter o equilíbrio. Por exemplo, em ‘Planets’ e melodia vai se repetindo, assim seria necessário uma grande interpretação”

O processo de composição para Hail to the King foi bastante demorado. Você concentrou muitas horas nessas 10 canções ou pelo contrário havia muito material que talvez você possa resgatar mais pra frente?

M Shadows : Bom, escrevemos apenas algumas partes, ao invés de músicas inteiras, que sentíamos que haviam se encaixado mais que no Nightmare ou outros discos antigos, mas que em seguida deixamos de lado pois não nos expiravam nem nos motivavam a trabalhar com elas. Não queríamos voltar três anos depois com o disco igual ao Nightmare. Queríamos fazer algo completamente diferente. Portanto mantemos em um disco rígido alguma coisas com guitarras duplas e harmonia, que ainda veremos se vamos acabar utilizando no futuro. Mas agora queríamos ficar longe disso porque a ideia para esse disco era que tudo fosse na mesma direção. Eu ouvi alguns fãs dizendo que esse disco os deixa entediado, porque tudo é muito blues e com os mesmo ritmos, mas esse era o objetivo. Sentíamos que se tivéssemos apenas três canções com esse estilo teria tudo fora de lugar com o resto, queríamos nos comprometer a fundo com a ideia, e assim fomos até o final.

Muita gente, inclusive eu, associou essa mudança de estilo fato de que The Rev não estivesse mais presente na composição. Era o que realmente impostava no estilo característico da banda ou talvez subestimamos sua importância?

M Shadows : Jimmy era uma parte muito importante no grupo. Sei que contribuiu com muitas partes loucas e incríveis, mas a realidade é que Jimmy teria amado fazer um disco como esse. E por outra parte sabíamos que não importava o quão bom fosse o disco, a gente ia dizer que não era tanto porque The Rev não está aqui. Mas as preferidas dos fãs “Buried Alive”, Nightmare ou Critical Acclaim”, nenhuma delas foi escrita por Jimmy. A gente procura esquecer isso, e apenas lembrar as que Jimmy escreveu. É difícil falar disso porque  não quero que pereça que estou tirando algum mérito, porque Jimmy era um compositor incrível, meu favorito da banda, mas quero dizer que somos capazes de escrever um tema como “Buried Alive” sem ele porque fizemos no passado. Assim nós tentamos evitar todos esses comentários porque sabíamos que eram inevitáveis.

De certa maneira, no disco homônimo já apontava uma direção parecida com Hail to the King. Você vê uma conexão entre as duas obras?

M Shadows : Sim você tem toda razão e ninguém havia mencionado ainda. No self-titled tentamos simplificar tudo, o que aconteceu é que os temas que fizemos não eram tão bons quanto os que apresentavam o som clássico do Avenged Sevenfold. Por exemplo, “Scream” não era tão boa como “Afterlife. Assim dessa vez voltamos a tentar dessa vez com mais maduros e indo até o final com a ideia. Não encontrará um tema como “Dear God” ou “Little Piece of Heaven”. Era essa a intenção.

Vendo a evolução de vocês, acho que os fãs de metal clássico estão cada vez mais abertos a aceita-los e ver vocês como intrusos, enquanto talvez os seus fãs dos primeiros discos perderam o interesse em vocês. Como vê isso?

M Shadows : Agora nos sentimos muito mais aceitos pela comunidade Metallica. Não acho que em todo o mundo nenhuma sociedade seja tão ignorante quanto a dos fóruns (risos). Quando vamos tocar vemos muito ‘metalheads’, gente que só escuta metal e é igual todo o hype que rodeia os grupos. Mas naturalmente, se evoluir também haverá fãs que se perdem no caminho. Se seguirmos fazendo discos como ‘Waking The Fallen’, teríamos uma base de fãs muito fiel mas também muito pequena. Poderíamos repetir para deixa-los alegres, mas não seria nada emocionante para nós. Acho que muitos fãs do  ‘Waking The Fallen’ ainda estão lá, o que acontece é que eles não se permitem ouvir muito.  Estão bêbados e fazem muito barulho porque não voltamos a fazer um disco como esse. Nós os ignoramos, não queremos repetir. A única banda que faz bem isso é o AC/DC (risos). Como disse, nós preferimos revolucionar. Acho que se centrar em fazer boas músicas em qualquer lugar a sua volta, ao final as pessoas avaliarão e virão até você.

Li em uma entrevista que você falava muito bem do disco de Lana Del Rey. Precisa ouvir outras coisas para se isolar do metal atual e talvez não se contaminar na hora de compor?

M Shadows : Sim, eu amo esse disco. Também o novo do Deft Punk. Não sei, só queremos escrever o que nos faz feliz. Por exemplo o a música nova “Acid Rain” não é uma música de Metal, não foi influenciada pelo Metal, e sim por Eltom John. Tentamos escrever coisas que nos emociona e nos transportar para outro lugar. Os caras do Black Sabbath eram geniais escrevendo coisas psicodelia, e Rainbow fazia o mesmo. Acho que quanto mais você abrir sua mente escutando outras músicas, mais será um músico melhor.

E quando fará um álbum com versões do Machine Head?

M Shadows : (Risos) Não, eu não penso. Não conheço nenhuma de suas músicas para fazer versões. (Risos)

Agora falando sério, como recebeu as críticas feitas por Robb Flynn?

M Shadows : Li e resolvi levar como uma piada mas ele sabia que não era. Todos as bandas já receberam. Houve um tempo em que John Lennon era acusado de fuzilar as músicas de Chucky Berry, e o mesmo aconteceu com os Beach Boys. De qualquer forma. Tudo depende de como recebe e nós decidimos receber bem e sair tocando. Não demos mais importância.”

É  a opção mais inteligente.

M Shadows : Isso é o que pensamos.

A banda tem apresentação na Espanha entre os dias 25 (no Palau Olimpic de Barcelona) e 26 (Palacio de Vistalegre de Madrid), confira o vídeo de divulgação da apresentação da banda no país no CODY ENERGY

 

Tradução : Ruelison Silva

Avenged Sevenfold Brazilian Fans

Entrevista conferida nos scans disponibilizados pelo A7X SPAIN

Avenged Sevenfold performs at the Red Bull Sound Space at 106.7


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