M Shadows conversou com a revista La Heavy : Novo disco, Mike Portnoy, The Rev e como foi trabalhar com Arin Ilejay.

Em setembro o Avenged Sevenfold foi capa da revista espanhola La Heavy, que contou com uma entrevista com M Shadows onde ele falou sobre o novo álbum e seu processo de gravação, perda de The Rev e como foi continuar, o ex-baterista Mike Portnoy e porque a banda quis continuar sem seus serviços, o novo baterista Arin Ilejay e seu processo de amadurecimento na banda e mais…

Você conquistou metas inatingíveis para a maioria das pessoas, o que mais você espera alcançar com esse disco?

M Shadows : Certamente. Meu objetivo é chegar a fazer isso como essas bandas fazem por 30 anos, você sabe, (Iron) Maiden, Metallica… São capazes de seguir em frente, felizes com o que fazem. Conhecemos eles e viajamos por todo o mundo, levam as suas famílias e adoram tocar heavy metal. Eu quero chegar a isso. Não me importa se seremos grandes, simplesmente desejo tocar está música por trinta anos e manter uma vida familiar, como dizer, ser feliz tocando”

Existe alguma homenagem para The Rev nesse disco? Me lembro de um tema, fantástico, chamado “Requiem”.

M Shadows : “O que queríamos fazer era voltar a contar histórias e retomar os elementos de fantasia do passado. Acho que The Rev ficaria feliz se voltássemos a fazer isso ao invés de fazer outro completo de tristeza pela sua morte. Ele amava a porra do heavy metal, amava bandas como Slayer e Pantera. Em sua honra voltamos a contar histórias épicas e visuais. Assim pensamos que nossa maior homenagem seria voltar a escrever coisas épicas. Tem uma música, que não se encontra no disco físico mas na edição do iTunes, que se chama “St James”. É um tema de raízes irlandesas, que convida para beber, e tudo que se trata sobre Jimmy. Queríamos fazer algo animado, ao invés de obscuro como tributo à ele. Como não se encaixou com o resto do disco, não incluímos ela. Eu gosto que as pessoas escutem. No disco preferíamos preserva-lo claro e resumido em uma única parte.

Você acha que lidera a massa da nova geração, quando ocupam o topo dos cartazes no lugar de bandas mais veteranas que começaram a desaparecer?

M Shadows : “Se eu te dizer que não, pareceria uma mocinha e se eu te dizer que sim, pareceria arrogante. Assim acho melhor deixar a decisão na mão dos fãs enquanto nós vamos seguindo tocando a melhor música que pudermos. Sempre seremos fiéis ao heavy metal e a nós mesmos.”

Vocês são colocados na primeira linha quando se trata dos principais festivais dessas grandes bandas que, por sua veteranía, desapareceram com o tempo.

M Shadows : “Para deixar claro que você  diz isso, não eu. (risos) Se não chamam bandas como a nossa, há um risco de que estes festivais estejam começando chamar bandas como Coldplay em festivais que são principalmente de alternativo, indie e outros, porque os promotores não se importam”

Que música do “Hail to the King” você acha que vai se tornar o novo clássico imperecível daqui em diante?

M Shadows : “O tema do disco (Hail to the King) acho que vai funcionar e contagiar o público. Já tocamos ela ao vivo por duas vezes e foi incrível, as pessoas receberam muito bem. “Requiem” também acho que vai ser um hino ao vivo e “Shepherd of Fire” será uma grande música para abrir os shows. Haverá muito fogo, e virá acompanhado de um cenário… Maléfico.”

Como foi a sensação de vocês enquanto escreviam e gravavam o novo álbum com a triste ausência no falecimento de The Rev.

M Shadows : “Acho que esses três anos desde que fizemos o ‘Nightmare’ envolveu um grande processo de terapia, não queríamos começar até que estivéssemos seguros em cem por cento que estávamos preparados para fazer isso. Assim nós ficamos um ano sabático e nos concentramos apenas em nossas vidas pessoais. Quando decidimos voltar tínhamos uma ideia na cabeça que era fazer um álbum com este estilo mais blues e grandioso. Quando levávamos sete ou oito canções dizíamos que seria genial ter Jimmy aqui para contar com mais músicas suas, eu teria adorado  ver o que colocaria em cima da mesa, e estou certo que seria genial. Queríamos garantir que estávamos fazendo o melhor disco possível sem nos preocupar que The Rev não estava conosco, porque não havia nada que podíamos fazer sobre isso. A gravação também foi algo raro sendo que estávamos acostumados em ter Jimmy na bateria fazendo o som desejado com o primeiro toque. Não me interprete mal : Arin é um grande baterista, se não, não estaria conosco mas como era novo na banda, tivemos que trabalhar para que se moldasse com nosso trabalho no estúdio e vise-versa. Foi uma experiência diferente mas fantástica.”

Então, como vocês fizeram a sua gravação com o baterista Arin Ilejay?

M Shadows : “Foi algo estranho, porque Arin é mais novo do que nós e não estava muito  por dentro do heavy metal mais clássico assim, tivemos que por ele em dia. Ele não cresceu com isso, mas com bandas como Bring me the Horizon e inclusive Avenged Sevenfold. Assim que demos para ele muitos discos clássicos e falamos que ele teria que aprender e entender por eles de onde vinha o metal. Ele fez isso durante muito tempo e ficou ouvindo disco por disco, e acabou gostando muito. Por outra parte, se sentia sob pressão por ocupar o lugar onde foram ocupados por Jimmy e  Mike Portnoy, e estava conscientes de que a gente iria questionar sobre suas habilidades. Ele obviamente queria mostrar do que era capaz e tocar coisas muito complexas, mas nós falamos que isso não era o mais importante, se não fazer o que pedia cada canção. Assim no primeiro dias, ele gravou tudo mal interpretado e comentamos que esse não era a aproximação que queríamos. Para demonstrar, editamos seus toques de bateria e ele gostou, de forma que desde o segundo dia de gravação tudo correu bem e ele ficou muito feliz com o seu trabalho. O garoto consegue tocar como Jimmy e Mike Portnoy e a gente vai comprovar isso ao vivo.

Não foi tremendamente difícil se desfazer dos serviços de um baterista no nível de Mike Portnoy quando ele mesmo queria ficar na banda?

M Shadows : “Foi uma questão de choque de personalidade. Ele estava acostumado a ser o líder do Dream Theater e nós temos nossa própria maneira de levar nossa banda, assim não sabíamos como iria funcionar. Ele chegou e nos ajudou muito no processo de gravação do disco anterior, tocou apropriadamente o que Jimmy compôs e foi genial. Mas quando saímos em turnê as coisas mudaram, o ambiente mudou quando tipo ele veio e nos disse “Quero ficar no Avenged Sevenfold”. Lhe dissemos que não estávamos procurando um membro fixo, que tínhamos acabado de perder nosso melhor amigo. Me pareceu totalmente desapropriado de sua parte. Nos disse que queria deixar o Dream Theater, que não queria mais estar nessa banda e que deveríamos seguir com  isso. Eu lhe disse que não fizesse isso e no dia seguinte as coisas se torceram. Sabíamos que iriam fazer um conflito de interesses em “Mike Portnoy com Avenged Sevenfold” ou “Avenged Sevenfold com Mike Portnoy”. Tem que ser o Avenged Sevenfold como uma unidade, cinco partes que se preocupam com a música. Sabíamos que isso não iria para lugar nenhum e que era melhor agir no assunto o mais rápido possível. Tem muitas coisas fora do cenário que são mais importantes do que o mero feito de subir e tocar, porque ao final de tudo serão cerca de 95% do dia. Não iria ser um bom ambiente de convivência entre nós.

Em que escala da cena internacional você vê o Avenged Sevenfold daqui há dez anos?

M Shadows : “Provavelmente com dois ou três discos lançados. Espero que as pessoas continuem interessadas nas novidades, porque quanto mais veterana for a banda, o público vai dar mais atenção ao seu antigo material. Nós gostaríamos de tocar em shows mais espetaculares, em lugares maiores.”

Tradução : Ruelison silva

Avenged Sevenfold Brazilian Fans

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Entrevista conferida nos scans disponibilizados pelo A7X SPAIN


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