Johnny Christ conversou com a Revolver Espanha

Em Novembro o Avenged Sevenfold foi capa da edição N° 8 da revista espanhola Revolver! Magazine, em uma entrevista com Johnny Christ e abordou assuntos como o êxito com álbum em número 1 em sua primeira semana de vendas , o processo de gravação de Hail to the King com a produção de Mike ElizondoAndy Wallace, como foi o processo de composição orquestral do novo álbum, gravar com seu novo baterista Arin Ilejay, tocar algumas de suas novas músicas ao vivo e mais…

Parabéns. Número 1 nos EUA e em outros países. Não é a primeira vez em sua carreira (N° 1) de modo que, você tem essas coisas em mente quando começam a compor um novo disco ou preferem se manter fora desta lista de êxito?
Johnny Christ : Preferimos manter uma distancia. Quando começamos a compor a única coisa em que pensamos é na música. Não nos preocupamos com nada ao nosso redor, não deixamos que nada nos influencie e muito menos que toquem nada. Diretamente ficamos e nos concentramos profundamente na composição, que é algo que levamos muito a sério. Nunca falamos algo como “Oh, nós colocaremos esse tema porque vai ser mais popular” possivelmente demos passos um pouco arriscados em nossas carreiras, mas demos porque era o que realmente queríamos fazer”

Em ‘Hail to the King’ vocês repetiram a mesma equipe de “Nightmare” trabalhando com Mike Elizondo na produção e Andy Wallace se encarregou das mixagens. Sem anexos esse disco resume outras sensações em relação ao anterior que falamos. Como foi a atmosfera no estúdio dessa vez?
Johnny Christ : Quando fizemos ‘Nightmare’ vivíamos um momento muito difícil porque nós havíamos perdido Jimmy. Foi um disco muito dodloroso de gravar. Já tínhamos todas as músicas compostas antes de entrar em estúdio e foi muito difícil depois que Jimmy morreu porque ele estava presente em todas as composições dessas músicas. Ir para lá e grava-las foi realmente duro, mas o bom é que em todo o processo nos demos conta que estávamos muito confortáveis com Mike (Elizondo). Ele esteve conosco durante todo processo de composição, trabalhando com Jimmy, e também foi duro para ele. Ao final se tornou uma pessoa em quem podíamos confiar e saber perfeitamente o som que queremos e nos guiar também quanto aos temas. Assim que terminamos de compor as músicas novas lhe enviamos as demos das que já havíamos trabalhado porque realmente confiamos nele e sabíamos que diria se eram suficientemente boas ou não, se podíamos ter a música como terminada se necessitávamos dar mais voltas em uma ideia ou se descartávamos ela por completo. Estava completamente envolvido. Sabia onde queríamos ir nesse disco e gerou o ambiente perfeito para que conseguíssemos. Com Andy Wallace estamos trabalhando desde o ‘City of Evil’, que foi o primeiro disco onde teve todo um significado. Ele é uma lenda e queríamos ter sua visão, sua marca, no disco. Queríamos que ele terminasse de finalizar o trabalho que estávamos fazendo até esse momento e o resultado é impressionante.

A bateria nessa ocasião foi gravada por Arin Ilejay, não?
Johnny Christ : Sim, é agora o nosso baterista. Está conosco cerca de dois anos e no começo fizemos tudo sem ele, sem as partes de bateria, e quando foi encorporado simplesmente lhe demos a noção do que queríamos fazer e logo depois ele começou a compor. No primeiro dia foi desastrado porque não entendia nossa forma de gravar, porque nunca havia feito assim no passado. Chegamos lá, lhe passamos o que tínhamos lhe dissemos os espaços em que tinha que tocar. Lhe dissemos “você tem que tocar nesse espaçamento. Entre nessa sala e toque o mais forte que puder nessas partes”. Assim que saiu da sala de gravação, escutou o conjunto e viu que cada canção era alucinante, que se encaixava tudo com perfeição. Ele entendeu tudo. Está muito bom nesse disco e pode estar muito satisfeito com o trabalho que fez na bateria.

Eu perguntei principalmente porque eu sei quem gravou os arranjos de cordas, mas é impossível encontrar o nome de vocês no disco. Vocês deram mais importância aos convidados do que a vocês mesmos.
Johnny Christ : Sim, bem… Você sabe… Suponho que somos muito humildes (risos).

Bem, já que chegamos nesse tema, das colaborações, em temas como “Heretic” e “Coming Home” tem uns arranjos de orquestra alucinantes. No primeiro momento pensei que poderiam ter gravado com um sampler, mas vocês trabalharam com pessoas. Como foi ter tantos músicos no estúdio? Foi difícil coordenar tudo e fazer todos saberem a ideia que tinha na cabeça?
Johnny Christ : O que fizemos foi contratar um compositor, David Campbell, com quem também havíamos feito grandes coisas no passado e em quem confiávamos muito. Fizemos algumas reuniões previas onde demos algumas noções sobre o que queríamos. Tínhamos muitas ideias de onde queríamos que fosse a orquestra e quando tivemos quase todas as melodias passamos para David o modelo para que visse o que tínhamos em mente para que ele levasse mais além e para que colocasse em todo com uma orquestra de verdade. Depois veio e colocou. A perfeição dessa ideia de colocar cordas e ventos como havíamos feito no passado, mas dessa vez levando em primeiro plano, dando mais prioridade, para que quando alguém escutasse pensasse em seguida “Oh, isso é muito legal”. O que queríamos nesse diaco era deixar claro que somos uma banda de Rock, de guitarras e bateria, mas com um toque orquestral. Não queríamos que comessasse tudo agora. Se recorremos ao David Campbell é porque, embora tenha gravado muitas coisas, trabalhou com o Metallica no Black Album e o primeiro que pensamos que se havia funcionado a perfeição com o Metallica íamos provar se podíamos levar essa mesma ideia para nossa música. Somos uma banda de Rock, mas com texturas extras que são difíceis de encontrar.

Rock ou Metal, porque a sensação que tive quando escutei Hail to the King foi que não houve nenhum tipo de limitação na hora de escrever. Há temas de Heavy Metal, outros levam ao Hard Rock e algumas levadas ao Thrash.
Johnny Christ : Sim, é assim. Antes de começar a escrever nós ficamos um tempo sem fazer nada, simplesmente falando sobre o que queríamos fazer com o disco seguinte, que direção íamos tomar, até que tomamos uma decisão unanime. O que queríamos era um disco que soasse imenso. Um disco com o melhor som possível. O que havíamos tentado antes, mas que estava claro que não estavámos preparado. O primeira coisaq que fizemos foi quebrar a cabeça pensando como poderíamos alcançar porque não é simplesmente chegar ali e dar o acorde correto. Você tem que compor para quando toca-las no estúdio soem grandiosas. E isso foi on que tentamos. ós passamos um tempo escutando nossos hérois, como Led Zeppellin, vendo muito o som da bateria dos seus primeiros discos, porque tinham muitos espaçamentos. Nós também queríamos alcançar isso. Queríamos que tudo soasse mais aberto, com mais espaço, como faz o AC/DC por exemplo. O riff de ”Back in Black” é um ícone e você sabe perfeitamente de quem é quando escuta. Nós também queríamos que todos os nossos riffs fossem os melhores possíveis. Queríamos poder escuta-las e dizer “Ok, isso também é um ícone para nós” Então você não sabe o que vai acontecer quando escuta (risos), não sabe se algo que você fez vai se transformar em um ícone. O que se pode garantir é que fomos muito honestos entre nós mesmos. Estivemos 100% envolvidos e se algum de nós não tivesse terminado de se converser sobre algo que havíamos descartado porque tinha sido ruim. Queríamos fazer riffs que soassem muito clássicos, que o disco tivesse muito groove e que o som fosse enorme. Creio que temos alcançado e estamos muito orgulhosos de ter feito nosso trabalho.

Antes de lançar o disco vocês “experimentaram” algumas faixas ao vivo. Aqual foi a reação dos fãs com “Shepherd of Fire”, “Hail to the King”, “This Means War” e “Requiem”?
Johnny Christ : Foi incrível cara. Tocamos algumas músicas antes do disco sair porque nós já estávamos prontos e ansiosos para estreia-las. A reação das pessoas foi impressionante, mas essas canções foram feitas para tocar ao vivo. Queríamos também fossem bastantes fiéis a como soam no disco e assim contamos com o nosso técnico de som que fez um trabalho extraordinário para que soasse tudo muito claro. Creio que as pessoas abraçaram rapidamente esse álbum e e te-lo completo. Isso nos deixa muito felizes, ver que os fãs gostaram. Estamos felizes nesse momento. Estamos entusiasmados para tocar as músicas novas quando voltar a Espanha… tudo está configurado de novo. Depois de um tempo longe de tudo é maravilhoso saber que as pessoas não se esqueceram da gente e que podemos seguir em frente (risos).

Confira também as entrevistas com M Shadows para as revistas ROCK ZONE, LA HEAVY e METAL HAMMER.

Fonte : Scan disponibilizado pelo A7XSPAIN

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