Zacky V. foi entrevistado pela Revolver Magazine : a evolução do A7X e o impacto de ‘Waking the Fallen’.

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A Revolver Magazine entrevistou Zacky V. para falar um pouco sobre o ‘Waking the Fallen: Resurrected’, reedição do disco  Waking the Fallen (2003) que a banda pretende lançar no dia 26 de Agosto. Em entrevista a revista, Zacky voltou um pouco ao passado na carreira do Avenged Sevenfold para falar sobre o passado da banda, primeira vez em estúdio, o que a reedição do disco reserva e sobre evolução da banda da época aos dias de hoje :

Por quê relançar o Waking the Fallen?
Zacky Vengeance :  “Sentimos que esse álbum foi realmente um ponto crucial na nossa carreira, e um momento decisivo no desenvolvimento do som do Avenged Sevenfold. Brian (Synyster Gates) tinha acabado de entrar na banda, e foi aí que começamos a incorporar os duelo e harmonias de guitarra. Foi também quando Matt (M. Shadows) começou a realmente cantar em vez de apenas gritar- e não apenas em refrões ou pequenas partes aqui e ali. Então, nós queríamos relançar e conscientizar as pessoas, dando mais que uma visão sobre o que estava acontecendo com a gente na época, o que estava passando por nossas cabeças quando estávamos fazendo essas músicas, e como soavam as demos. Basicamente, estamos dando as pessoas uma chance de olhar para trás em nossa carreira, relembrar e perceber que nós viemos de origens muito humildes.”

Como era a vida para você no ano de 2003, quando foram fazer o álbum?
“Foi muito divertido! Nós éramos jovens, estávamos todos vivendo com os nossos pais, e todos nós estávamos dirigindo nossos carros para a garagem dos pais de Matt para ter sessões completamente informais de composição que era basicamente toda uma tentativa de impressionar os outros com os riffs que criávamos, e tentando incorporar nossas influências pessoais nas músicas. E depois, íamos ao bar do Johnny’s (Saloon) e conseguíamos a maior quantidade de bebidas baratas ou gratuitas que podíamos! [Risos] E então nós acordavamos de ressaca e começavamos o processo novamente. Foi muito divertido. Não havia pressão, e era basicamente um grupo de amigos se reunindo e fazendo a melhor música que eles podiam.”

Você pode realmente ouvir o início do “som do Avenged Sevenfold” neste álbum? 
“Sim. Em nosso primeiro álbum, Sounding The Seventh Trumpet, estávamos ouvindo bandas de heavy metal obscuras e bandas de hardcore. Mas desta vez, Matt estava ouvindo coisas como Pantera, Far Beyond Driven, e eu estava ouvindo Metallica … e Justice For All e Master of Puppets, e Brian foi trazendo toda isso esse estilo do Iron Maiden na guitarra. E percebemos que não havia problema em gostar dessas bandas de metal realmente grandiosas, e nós quisemos incorporar algumas dessas coisas. Nós não estávamos com medo do que nossos companheiros iam dizer… Naquela época, de onde viemos, não era legal ser uma banda de metal underground ou banda de hardcore, porque para nós tirar a influência de bandas que tiveram algum êxito no mainstream era meio arriscado. Mas era o que amávamos, cara, e fomos colocando todas essas coisas. Nós basicamente decidimos, “Não me importa o que os outros pensam sobre nós, esta é a música que gostamos de fazer! Vamos faze-la!”

Este foi o primeiro disco do Avenged que apresentam Synyster Gates como membro da banda, certo?
“Basicamente, sim. Nós refizemos a introdução do Sounding The Seventh Trumpet e Brian teria que colocar um solo nela, mas esta foi a primeira vez que Brian tocou em um álbum inteiro, e contribuiu para a composição das músicas. Foi quando começamos a colocar os duelos (de guitarra). A primeira canção escrita para o álbum foi “Second Heartbeat”, justamente quando Brian se juntou a banda. Ele entrou e ouviu o riff de abertura que eu tinha escrito, e ele disse, “Hey, vamos adicionar uma harmonia de guitarra nela!” De repente, ele trouxe essa coisa meio Iron Maiden, e Matt e eu estávamos impressionados. Eu nunca fui de fazer solos, e de repente estávamos colocando esses elementos fantásticos que nem siquer tínhamos antes.”

Vocês gravaram o Waking the Fallen no NRG Recordings em no norte de Hollywood, certo? Como foi essa experiência?
“Eu acredito que a gravação ocorreu em algum lugar em Burbank, e eu não me lembro o nome. Foi a nossa primeira vez trabalhando com um produtor (Andrew Murdock, AKA Mudrock), e nós apanhou por ele, ele dizia coisas como, “Zacky, você não é muito bom na guitarra, a bateria não está muito ajustada, e vocês não estão tocando dentro do ritmo. E onde você deve ter uma canção de seis minutos, você escreveu uma música de 10 minutos.” Foi como passar por um campo de treinamento, e nós estávamos chateados. Eu não vou mentir, eu odiava ter alguém me dizendo que o que estávamos fazendo tinha que ser melhor, ou que o minha forma de tocar guitarra era descuidada, ou que partes de nossas músicas não tinham sentido. Quando você é um pouco idiota e rebelde, você não quer ouvir ninguém dizendo isso. Por isso foi um pouco de uma batalha, mas olhando para trás, foi incrível. Aprendemos muito sobre a gravação, e nos levou a um nível de profissionalismo que nós não tínhamos.

Muitas bandas jovens tem dificuldade para fazer essa transição palco-estúdio.
“Totalmente. Nós estávamos lá em cima do palco com instrumentos quebrados, tentando ser o mais louco que podíamos, mas não percebemos que o álbum tinha que soar bem para que obtivéssemos o que nós estávamos tentando fazer através das pessoas. O momento decisivo para mim, pessoalmente- e um dos momentos decisivos da nossa carreira foi quando nos juntamos com o produtor e engenheiro durante a pré-produção, e nós estávamos tocando “Unholy Confessions”. Foi basicamente um riff que o Rev e eu tínhamos escrito na passagem de som, e em seguida, Syn e Matt entraram com um refrão brilhante e uma repartição quase groove. Começou com Matt gritando o tempo todo, porque isso era basicamente o que fazíamos, mas Matt falou, “O que vocês acham sobre eu cantar algumas destas músicas em vez de gritar nelas?” Ele cantou a melodia incrivelmente em sua voz original, e nós ficamos, “Isso é bom, nós vamos colocar cantando!” Nós dissemos, “Você é um grande cantor- e quem se importa o que os fãs de hardcore vão pensar de nós? Você precisa cantar nessas partes!” É adicionamos uma nova dimensão.”

Quais são alguns dos extras desta reedição?
“Com a reedição, estamos oferecendo as faixas demo que gravamos para o álbum. Fomos basicamente em um pequeno estúdio com zero de orçamento (com o Thrice Teppei Teranishi produzindo), mas queríamos ouvir como as músicas soavam como com melodias vocais e diferentes tons de guitarra antes de lança-lo. Estas demos são tão reais e tão cruas quanto parecem- elas são diferente das músicas que acabaram no Waking the Fallen. Nós pegamos partes de algumas músicas, acrescentamos algumas para outras canções e deixamos algumas completas. Você definitivamente pode ouvir a evolução.” […] “Eu creio que há cinco demos. Uma das demos acabou sendo uma parte do “City of Evil”, e jamais foi usado no Waking the Fallen. Até esse ponto, não tínhamos gravado muitas coisas, por isso eram quase experimentais-como: “Nossa, isso é que tocamos?” [Risos] Nós apenas experimentamos, tentando encontrar o nosso próprio som. O Sounding The Seventh Trumpet não soa como a banda, porque Matt não estava cantando muito, Brian não está na banda no momento, Jimmy tocava em uma quantidade de batidas que estava prestes a desmoronar, e minhas habilidades tocando guitarra não foram exatamente virtuosas. Assim, com estas demos, foi a primeira vez que ouvimos como o Avenged Sevenfold soava”

Há também um DVD com imagens ao vivo de 2003, certo?
“Sim, observando me dá calafrios-nos mostra como estes jovens basicamente nesta busca. Não mudou muito desde então, em nossas atitudes, ou em nosso desejo de colocar em um show ao vivo, mas neste momento nós não tínhamos os instrumentos, equipe ou base de fãs que temos agora. É basicamente a gente sem nada, exceto pela nossa atitude e desejo. Nós éramos um bando de crianças desnutridas, tentando fazer música e vestindo preto, e pedindo dinheiro aos amigos para que pudéssemos comprar uma cerveja no bar. Algumas pessoas nos conhecem apenas como esta grande banda que toca como headline de festivais, mas os nossos amigos mais próximos e familiares viram este documentário e eles ficaram, “Uau, eu havia esquecido completamente desses dias!”

Se você pudesse de alguma forma se encontrar  nos dias de hoje como você mesmo antigamente, o que você diria a ele?
“Eu diria: “Não faça nada diferente, apenas curta o passeio, cara!” Esses momentos na vida foram tão difíceis quanto a vida pode ser agora, mas foi tudo uma experiência incrível. Espero que outras bandas possam olhar para isso e perceber que ninguém é entregue esta-tudo vem com um grande preço, e tudo isso vem com muito trabalho duro e tomar de decisões extremamente difíceis. Mas há também a chance de você acreditar em si mesmo, você pode chegar a um nível totalmente novo. Então, eu não mudaria nada, cara. Acredito que todas essas decisões difíceis que fizemos foram as mais certas.”

O reedição do disco será lançada no dia 26 de Agosto, mas as pré-vendas para o Brasil já foram abertas através da Hopeless Records Brasil. Saiba mais em : 

Fonte : Revolver MagazineA7X Mexico


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