RockZone entrevistou Synyster Gates

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Na passagem do Avenged Sevenfold pelo Mayhem Festival 2014, o guitarrista Synyster Gates foi entrevistado para edição 106 da revista espanhola RockZone, que fez um especial sobre o relançamento do álbum ‘Waking the Fallen’ que ocorreu no final do último mês. Na entrevista o guitarrista falou um pouco sobre como foi a época de gravação do álbum, se a banda tem em mente fazer um tour em comemoração ao aniversário do disco, a direção que a banda pretendia tomar na época de gravação e mais:

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Qual foi a última vez que você escutou o Waking the Fallen e que sensação te causou?
Synyster Gates : “Faz muito tempo que eu não o escuto. Recentemente escutei as demos que estão incluídas na reedição. Foi bastante incrível escutar como havíamos escrito canções mais caóticas e estranhas das que foram colocadas no álbum. As demos são incontroláveis. Foi divertido.”

Ainda reconhece a banda nesse disco ou você vê ele como se fosse outra banda?
Synyster Gates : “Sim, é uma versão mais imatura de nós mesmos. Há melodias ruins e algumas partes bregas (risos), mas creio que se vê a direção em que estávamos e que tínhamos em mente. É bom saber que tínhamos isso tão jovens. Me faz sentir orgulhoso”.

Você acha que tem fãs novos que talvez ainda não o tenham escutado?
Synyster Gates : “Sim, sem dúvida. Era o seu décimo aniversário, então foi uma hora perfeita. E os velhos fãs também tem algo extra com as demos e o DVD com o documentário”.

Sobre a gravação do disco em si, foi muito diferente de como fazem agora?
Synyster Gates : “Na realidade não. Acho que usamos pro tools e compusemos da mesma maneira. Chegávamos e escrevíamos. Agora nós fazemos em outros lugares, mas sempre moramos muito próximos, uns 5 minutos de distância, assim íamos para tocar. Nós nunca fomos a L.A ou a um estúdio para compor, só vamos ao estúdio para gravar”.

Em comparação ao seu disco de estréia Sounding the Seventh Trumpet, Waking the Fallen era mais melódico e com vozes mais limpas. Era algo que M. Shadows queria fazer ou toda banda queria seguir essa direção?
Synyster Gates : “Eu não estive envolvido no Sounding the Seventh Trumpet, mas no momento que Jimmy (Sullivan) e eu estávamos no grupo todos queriam evoluir. Foi muito divertido experimentar musicalmente. Eles tinham diferentes ideias, mas não sabiam exatamente como fazer. Mas com o meu background e o talento genial de Jimmy fomos capazes de provar muitas coisas novas. Para nós as melodias eram mais atraentes do que os gritos”.

O disco também tem mais solos de guitarra. Foi coisa sua?

Synyster Gates : “Sim, sim. Queríamos ser os melhores músicos possíveis e fazer mais melodias . Nossas bandas favoritas, Guns N’ Roses, Metallica, Pantera, todas tinham grandes solos, todas tinham grandes guitarristas solo. E eu como guitarrista solo queria explorar isso também e me divertir”.

Quando o disco foi lançado ganhou muita atenção. Acha que foi o momento definitivo para fazer vocês decolarem?
Synyster Gates : “Sim, demos um grande passo adiante. Nos permitiu obter um lugar na cena metalcore, ou como queira chamá-la. Nós queríamos fazer um novo tipo de metal, que fosse melódico mas também heavy. Mas também não deixava de ser uma cena pequena, enquanto agora é algo global. Gostamos de ganhar o respeito porque éramos os pés grandes em um espaço pequeno, suponho”.

Muitas bandas dessa cena já não existem. Vocês se consideram uns sobreviventes?
Synyster Gates : “Quando você é jovem, sai em turnê e não se preocupa com o dinheiro e nenhuma dessas merdas, mas tivemos a sorte de começar a ganhar dinheiro antes de nos preocupar em ganhar dinheiro (risos). Quando você tem 30 anos não se pode ir dois meses em uma van e não poder pagar o aluguel, alimentação e seus filhos… Mas como te dizia, nós tivemos a sorte de começar a ganhar dinheiro muito cedo, e nos permitiu seguir em frente”.

Muitos grupos fazem turnês temáticas centradas em um disco, onde o apresentam inteiro. Vocês tem pensado em fazer isso com o Waking the Fallen?
Synyster Gates : “Acho que não! (Risos) Será bom se for em seu vigésimo aniversário, como Metallica fez, Stone Temple Pilots também, e outras, mas pessoalmente não gosto dessas turnês. Mas quem sabe, se os fãs pedirem muito faremos algum dia”.

Você seria capaz de tocar todos os temas do álbum se tivesse que sair para o palco em uma hora?
Synyster Gates : “Não. Eu necessitária de ao menos duas semanas para ensaiar. (Risos)”.

Apesar de vocês serem jovens, o disco era bastante ambicioso, com canções grandiosas. Era ambição ou uma ousadia?
Synyster Gates : “O Waking the Fallen foi um processo de aprendizagem. Nós ainda não havíamos trabalhado com um produtor e ainda tínhamos as partes gritadas. Creio que foi no City of Evil quando fomos capazes de gravar a música como ouvíamos em nossas cabeças.Não me envergonho de nenhum disco, Waking the Fallen estava a cerca do que queríamos fazer, mas ainda nos faltava um pouco”.


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