M. Shadows foi entrevistado pelo Los Angeles Times

  esombras

 M. Shadows foi entrevistado pelo portal Los Angeles Times, para falar um pouco sobre seu novo projeto para dispositivos móveis: o jogo Hail to the King: Deathbat. Na entrevista, Shadows fala sobre as ideias por trás das trilhas do jogo, sobre o jogo ter sido 100% financiado pelos próprios integrantes, a inspiração por trás do jogo, se a banda tem em mente lançar o jogo para consoles e mais:

Os membros da banda de heavy metal da Orange Country se encontram recentemente em uma posição bastante invejável neste clima deprimente de vendas de música. Ou seja, a banda tinha dinheiro de sobra – cerca de meio milhão – para um projeto dos sonhos. 

 Na semana passada, o Avenged Sevenfold lançou “Hail to the King: Deathbat”, um jogo de RPG disponível para dispositivos iOS e Android. Este não é um rápido cash-in-slash, diz o vocalista M. Shadows, lembrando que o jogo de $ 4,99 (R$ 12.11 no Brasil) passou dois anos em desenvolvimento e possui níveis que podem incentivar várias horas de exploração. O jogo usa controles sensíveis ao toque para que os jogadores enfrentem uma multidão de criaturas mortas-vivas, contando a história por trás do “Deathbat”, logotipo de longa data do grupo.

“Uma banda como Mumford & Sons ou Imagine Dragons ou Coldplay – não há nenhum jogo para ser feito aqui”, diz Shadows. “Eles teriam que chegar a algo completamente novo. Quando você olha para nós, ou Iron Maiden, alguém com um logotipo e uma forte personalidade em termos do que fazemos com imagens no palco, sentimos que o jogo já estava praticamente escrito, pelo menos visualmente.”

No entanto Shadows tinha mais ambição do que apenas dar vida a criatura do álbum do grupo. Shadows disse que queria trazer um enorme “Legends of Zelda” – como experiência de fantasia para dispositivos móveis, completo com músicas originais inspiradas em 8-bit. Assim, a banda de longa data da Warner Bros. foi a rota indie, com o auto-financiamento do jogo para garantir o controle criativo e trabalhar de perto com a Subscience Studios para conseguir fazê-lo…

“Nós financiamos 100% por nossa conta”, diz Shadows. “Ninguém é dono de nada além dos cinco membros da banda. Nós colocamos o nosso dinheiro. Cada centavo veio de nossa parte. Guardamos um pouco de dinheiro quando saímos em turnê, e nós estávamos animados com isso.”

Sublinhando que esta não era apenas um veículo para promover a música do grupo, Shadows observa que a banda entrou em estúdio no verão passado para gravar oito faixas inspiradas em videogames antigos. As músicas do Avenged Sevenfold surgem de vez em quando, mas Shadows estudou algumas das suas trilhas favoritos de videogames, incluindo os jogos como “Zelda” e “Castlevania”, em busca de inspiração.

Ele aprendeu que muitas músicas do Avenged Sevenfold, enquanto ocasionalmente equipadas com o requisitos imaginários para um jogo moderno de espada e feitiçaria, não eram facilmente transferíveis para músicas de 8 bits, um gênero mais conhecido pelos fãs como ‘chiptunes’.

“Quando penso em ‘Zelda’, eu penso em todas essas grandes melodias e lugares interessantes que ele pode te levar com a música”, diz Shadows. “Mas a maioria de suas músicas tem um pouco de batidas que fazem parte dela… Nós não percebemos de primeira. Isso é o que faz você sentir como se estivesse em uma missão dentro de um mundo.”

Além do mais, alguns cenários caracterizados no jogo precisavam de acompanhamento aural que existia fora do catálogo do Avenged Sevenfold.

“Precisávamos de uma vibe como do deserto de ‘Super Mario Bros 3′”, diz Shadows. “Eu não acho que tínhamos as canções que poderíamos simplesmente transformar em material 8 bits. Mas se tornou muito divertido para os fãs quando não decidimos escrever metal e escrever músicas para vídeo game”.

Jogos de vídeo game têm sido a obsessão de Shadows por alguns anos. Um jogador regular de jogos como “Battlefield 4”, Shadows também cita o remake do antigo “Castle of Illusion Starring Mickey Mouse” da Disney entre suas recentes aventuras virtuais. Se “Hail to the King” for bem, Shadows diz querer investigar trazer uma sequência para consoles.

Mas, por enquanto, ele só quer ter certeza de que os fãs de Avenged Sevenfold não se sentem ofendidos com a interpretação do jogo de vídeo game do Deathbat.

“Temos sido uma banda por 15 anos, e muitas pessoas têm o Deathbat tatuado nelas”, diz ele. “Há uma grande responsabilidade quando você está dizendo: ‘Agora nós estamos te dando a história do Deathbat”. É uma daquelas coisas que podem ser um completo desastre. Tivemos que encontrar um equilíbrio entre colocar coisas que nossos fãs conhecem, além de fazer uma história intergaláctica muito legal com uma batalha típica entre o bem e o mal.”

O jogo está disponível para dispositivos móveis nos modelos iOS e Android através da Google Play e Apple Store.


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