Dinosaur Journal entrevistou o Avenged Sevenfold

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Fonte: Dinosaur Journal    Tradução: Avenged Sevenfold Brasil

Na passagem do Avenged Sevenfold por Hong Kong, se apresentando pela primeira vez na cidade em 14 de janeiro, o site Dinosaur Journal entrevistou a banda para saber mais sobre a diferença entre seus equipamentos ao vivo, metas para o futuro, como eles descrevem a música da banda e se a transição ao mainstream mudou de algum sentido os pensamentos da banda:

Dinosaur Journal: Vocês gostam e alguma banda da Ásia?

M Shadows: Claro que sim. Eu sempre gostei da X-Japan, mas eles geralmente não fazem turnê nos Estados Unidos.

Johnny Christ: Não sei… eu gosto da Babymetal! (risos)

Dinosaur Journal: Como vocês descreveriam a música de vocês agora?

Avenged Sevenfold: Cada disco é completamente diferente. Sabe, quando você está no colégio, você diz “é isso… você gosta desse tipo de música…”, mas conforme você fica mais velho você não se importa mais. Nós tentamos fazer com que cada música tenha sua própria história, não temos temos um gênero fixo realmente. Tem algo de metal, um pouco de punk, um som pesado… enfim, alguma coisa boa também. (risos)

Dinosaur Journal: O que vocês consideram como “música boa”?

Avenged Sevenfold: Eu acho que é o que faz você se sentir emocional. Se você pode sentir um pouco de emoção, de modo que você gosta de estar em outros lugares, ouvindo Elton John, Queen, Metallica ou música pop, para mim, se você acha que isso é uma boa música, isso é uma boa música. Se isso pode te tocar, é música boa.

A que faz você sentir emotivo – se toca em alguma coisa, cria um sentimento e te leva a algum outro lugar, essa música vem de todos os tipos e formas, sabe, Elton John, Queen, Metallica, música pop, o que quer que você esteja ouvindo. Para mim, se a música é boa e te toca, isso é bom.

Dinosaur Journal: Os equipamentos nesta turnê na Ásia são diferentes dos que vocês usaram nas outras turnês?Sempre terão muitas músicas no setlist.

Avenged SevenfoldEu acho que são um pouco diferente. Algumas coisas são mais duráveis e viajam sem problemas, mas ainda mantém a qualidade. Em termos de produção, é realmente difícil arrumar um show como fazemos na América. Tentamos trazer nossos próprios equipamentos e pessoal porque viajamos todos os dias basicamente e, a menos que você seja o Iron Maiden – que tem um 757 (Ed Force One), você não consegue trazer todas as suas coisas com você. Não é como se fôssemos o Metallica. Eles estariam com sua equipe organizando as coisas durante alguns dias. Nesse momento da nossa carreira, temos que chegar e partir o mais rápido possível. Por isso tentamos fazer o nosso melhor. Quanto maior é a banda, mais ela pode fazer. Se você se torna suficientemente ‘grande’, aí pode começar a trazer mais e mais coisas a cada turnê. Como nesta turnê que estamos trazendo conosco nossos equipamentos de vídeo e um cenário melhor. Se você já nos viu na última vez, só tínhamos um pano de fundo. Fazemos tudo o que podemos.

Dinosaur Journal: Então… como vocês decidem o setlist?

M Shadows: Nós vemos se já estivemos no local antes ou quando tocamos lá pela última vez,  e sempre ouvimos o que os fãs querem escutar, o que é popular e tentamos improvisar com frequência. Eu acho que é importante olhar todos os álbuns, então tentamos inserir algumas músicas de cada um deles. Nós estamos tocando um dos nossos setlists mais longos da turnê.

Muito disso se deve à reação do público – se uma música não funciona bem ao vivo, geralmente desistimos dela. Agora nós temos a experiência de que é a sequência de músicas (música após música) que cria a atmosfera que esperamos. Se você abre mão de um grande sucesso, então a maior parte dos fãs ficarão chateados com isso. Nós tentamos encaixar algumas músicas aleatórias que escolhemos, e então sobrarão só os hits no final.

Dinosaur Journal: A transição do A7x para o cenário mainstream muda o pensamento da banda? Levando em conta o processo criativo e os objetivos?

Avenged Sevenfold: Na verdade não. Desde o primeiro dia, fazemos o que queremos. E queremos escrever música que gostamos. Nós constantemente colocamos o que gostamos e esperamos que os nossos fãs gostem E nós temos os melhores fãs do mundo, eles de fato conseguem fazer isso. Nós sempre queremos ser o maior que pudermos ser. E não há cenário mainstream que possa interferir e, de repente, mudar o que somos. Então tem sido da maneira que nós desejamos que seja.

Dinosaur Journal: Vocês acumulam uma lista de metas bem-sucedidas, como por exemplo serem o headliner do Download Festival no ano passado. Quais as próximas metas?

Avenged SevenfoldNós não temos metas realmente… alguns sonhos, eu diria. Do tipo, queremos ser uma grande banda, mas não sabemos realmente o que isso significava ou onde isso nos levaria. Há diferentes níveis de tendência na música. Nos Estados Unidos, por exemplo, você pode ser a maior banda de rock e ainda assim não fazer parte do que se considera mainstream. Quero dizer, Katy Perry e Rihanna são o que é de fato o mainstream. Se você se ater somente aos números, quero dizer, nós somos a banda de rock mais tocada do país ou algo parecido do último ano. Mas nosso número é muito inferior ao de músicos realmente mainstream como Rihanna (que tem suas faixas tocadas 40 milhões de vezes por semana). Isso é mainstream! Mas eu acho que as pessoas têm a impressão errada de que uma grande banda de rock é mainstream. Para nós, somente escrevemos o que gostamos e o que queremos fazer. E isso funciona pra gente. Mas também podemos fazer outras coisas (jogar video game) e queremos que as pessoas nos escutem. Nós queremos que as pessoas sejam apresentadas ao rock porque acreditamos que elas vão gostar.  E sempre há aquela banda que te faz entrar no mundo do rock, e a partir dela, você começa a cavar mais fundo e encontrar outras coisas que goste. Daí você começa a ouvir coisas de artistas da Europa, Led Zeppelin, AC/DC. Você sempre precisa de uma banda que te faça entrar nesse mundo e não nos importamos em ser essa banda. Dessa forma nós conseguimos mais pessoas curtindo o rock ‘n roll.

Dinosaur Journal: Qual é o maior sonho de vocês no momento?

Avenged Sevenfold: Eu não sei se podemos falar isso. (risos)

Dinosaur JournalHá alguma música que vocês tenham tocado tanto que não aguentem mais ouvir ou tocar?

Avenged Sevenfold: Todas elas. Acho que todas as músicas em nossa carreira se tornam cansativas. Mas eu te digo, se o público certo estiver lá e ficar louco, faz tudo isso ser diferente. Se você tocar para uma plateia estática, se torna bem entediante tocar músicas que você já toca há 15 anos. Por isso é ainda recompensador ir para a China e quando fomos para a Coreia e tocamos o setlist completo – que é realmente (!!) longo -, os fãs piraram o show inteiro e nos sentimos super bem! Uma daquelas coisas estranhas que se transforma em algo sensacional. É a atmosfera, sabe, tipo…. qualquer um ficaria cansado de tocar ‘Unholy Confessions’ por 5000 vezes se ninguém quisesse ouvir, mas ir para a Coreia e para alguns dos países asiáticos é algo como… vamos lá! É uma festa!


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