M. Shadows foi entrevistado pela Metal Hammer España

A7XHammer

O Avenged Sevenfold estampa a capa da edição espanhola (Junho/Julho 2017) da revista Metal Hammer, que traz uma entrevista exclusiva com M. Shadows. Nela, o vocalista responde questões sobre a turnê em conjunto com Metallica, o material que faz parte do “B-side” de The Stage, a cover de “Malagueña Salerosa”, a razão pela escolha de Brooks Wackerman como novo baterista e mais:

Vocês estão em uma turnê junto com Metallica e Volbeat. O que estão achando e o que esperam da gira?

M Shadows: É incrível. Estamos tocando para muita gente nova, em um ponto em que há uma quantidade impressionante que comparecem aos shows. É muito emocionante que tanta gente venha aos shows de rock e metal.

Vocês não vieram à Espanha em sua última viagem a Europa. Qual foi o motivo?

M Shadows: Simplesmente o tempo. Ao organizar uma turnê que leva tanto tempo e tantos lugares diferentes, não foi possível. Quando voltarmos a Europa, vamos fazer. Nesta que fizemos em particular, estivemos dois meses pela Europa e no Reino Unido, assim que na próxima vez, um dos destinos escolhidos será a Espanha.

Já que não foi possível ver vocês em uma única ocasião, na próxima turnê será uma única data ou mais?

M Shadows: Eu gostaria de fazer vários shows, mas depende de muitos fatores porque estamos daqui para lá o tempo todo. Depende de quando se organizar ver com os promotores o cronograma e outras coisas, mas seria ótimo fazer vários shows.

Faz algumas semanas que vocês apresentaram “Malagueña Salerosa”. O que levou vocês a fazerem esse tipo de versão?

M Shadows: Somos muito fãs da canção e do “Kill Bill”, e estávamos uma noite tomando algo e pensamos que seria divertido e dissemos: “é por eles”. Além de que o público que fala espanhol gostaria muito dela, pois não há muitos grupos americanos que fazem isso. Foi um desafio para nós e trabalhamos muito nela, o que foi muito animador, por isso, decidimos fazê-la.

Como foi para você cantar em espanhol?

M Shadows: Certamente não pude falar de forma fluída em espanhol. Sei algumas coisas, e nesta área da Califórnia há muita gente espanoablantes e trabalhamos a pronunciação. Eu fiz o melhor que pude, foi sem dúvidas um desafio para mim. Há bandas como Blind Guadian ou Sonata Artica que não tem o inglês como primeira língua, mas que soam muito bem neste idioma.

Vocês lançaram The Stage em outubro. O que pensam sobre este álbum?

M Shadows: É o meu disco favorito dos que já fizemos. No caso, creio que tem um fundo mais progressivo. Há coisa do heavy metal, estilo Mastodon… Para mim, de todos os discos é o que mais se aproxima do progressivo, e as melodias da voz foram muito emocionantes de fazer. Neste ponto concreto, é o meu álbum favorito dos que eu fiz junto ao Avenged Sevenfold.

O que percebeu da reação dos fãs a The Stage?

M Shadows: Sei que nem todos acabaram de entender a ideia do disco e que encontraram algo inesperado, mas se você vai a lugares especializados que fazem críticas de álbum você tem altas pontuações, mas quem o escutou gostou, e muita gente confiou em nós e o comprou. Temos feito nosso trabalho e colocamos nesse álbum o que sentíamos e o que gostávamos, e o público gostou dele.

Pode esse disco ter despertado os fãs da primeira fase do Avenged Sevenfold? Tentaram voltar atrás no tempo com The Stage?

M Shadows: Não. Esse álbum é diferente da fase ‘City of Evil’, mas há muita gente que está comparando ele pelo tipo de guitarra e outras coisas, mas na verdade esse disco é muito distinto melodicamente, as ideias do seu contexto… é completamente diferente do que foi o City of Evil. Entendo o público que ao escutá-lo relembre a loucura que existia nele, mas com certeza é muito diferente.

Que material poderemos encontrar na reedição deste trabalho que vocês fizeram?

M Shadows: Fizemos 6 versões em um “B-side”. É de diferente do que fizemos até agora, e é difícil de descrever, como, por exemplo, uma canção em espanhol [Malagueña Salerosa ] para os fãs. As outras versões são muito diferentes, diria que as mais diversas que já fizemos no metal como de Lamb of God, que não é o tipo de música que fazemos. As 6 músicas do “B-side” mostram correntes variadas da música que não oferecemos no palco mais que também nos influenciam.

Talvez o seu álbum anterior, Hail to the King, tenha sido o mais criticado pela comunidade metaleira. Essas críticas foram a razão pela mudança de estilo em The Stage?

M Shadows: Não. Cada disco que lançamos é completamente diferente. Honestamente, os metaleiros que os escutarem estão no seu direito de opinar o que os parece, e ainda que não possa nos agradar o que lemos, nós lançamos um trabalho e cada um o acolhe de sua maneira particular. “Hail to the King” é uma continuação da banda e um dos nossos grandes álbuns, nele há canções muito potentes como a que dá nome ao disco que é muito boa, entre outras. As pessoas podem dizer o que quiser, mas não causa nenhum tipo de problema para nós.

E falando de Hail to the King, houve muita crítica por canções como “This Means War” se parecerem com “Sad But True” do Metallica. Isso os afetou?

M Shadows: Sendo sincero, não me importa. Quando lançamos o disco, houve uns três meses em que todos diziam que tipo de álbum era: um retorno a um disco clássico com canções clássicas. Se pôde ver reações do público e comprovar que entenderam o que havíamos feito, a mudança entre “Nightmare” e “Hail to the King”. Com The Stage as pessoas não tinham nem ideia de que estávamos trabalhando nele e ao sair a primeira canção se perguntaram: “Como é que estão fazendo um novo álbum? Não havia escutado nada como isso!”. As pessoas escolhem as músicas que quiserem, e nós fazemos música independentemente do que as pessoas digam. Cada um tem sua opinião e pode decidir o que quiser, e isso não é um problema para nós.

Este disco é o primeiro com Brooks Wackerman na bateria. Por que vocês o escolheram?

M Shadows: Porque o conhecíamos desde muito tempo e conhecíamos sua trajetória, além de que somos seguidores de Infectious Grooves e Suicidal Tendences e ter alguém que possa tocar qualquer coisa com um nível alto e como nós, da zona do sul da Califórnia. Conhecemos as mesmas pessoas, freqüentamos os mesmos círculos, e o seu tipo de personalidade e como toca ao vivo é perfeito para nós.  Decidimos implementá-lo e todos saímos satisfeitos com isso, estamos muito agradecidos que ele aceitou fazer parte disso e creio que ele se sinta da mesma maneira já que trabalhamos juntos com os mesmos objetivos em mente.

Como foi a mudança musical para o grupo?

M Shadows: Nos fez crescer e melhores. Quando você toca com ele faz coisas como mudanças de tempo e outras coisas que para mim como cantor na hora de escrever as letras e para Synyster quando compõe as guitarras, faz com que nos preocupemos com a bateria. Pomos as coisas sobre a mesa e quando unimos sua versão musical com as canções saímos felizes com o resultado de colaborar e trabalhar juntos.

Após a trágica morte de Jimmy “The Rev”, vocês trabalharam com Mike Portnoy, Arin Ilejay e agora Brooks Wackerman. Que diferença há entre eles?

M Shadows: Mike tocava o que Jimmy escreveu em ‘Nightmare’ e vinha de uma linha do progressivo mais acentuado do que fazemos. Arin tinha uma personalidade ao escrever em que se percebia suas influencias e é da nova geração de bateristas, o que fazia com que não focasse em músicas antigas e às vezes é difícil se conectar nesse sentido. Com Brooks, quando você fala com ele de grupos como Faith No More, Soundgarden ou tudo o que tocava na época em que crescemos e que nos fez começar a tocar. O lance de ensaiar na garagem, do sul da Califórnia, as bandas e turnês que pensamos por aqui… Brooks é um cara do sul da Califórnia com quem nos entendemos e isso ajuda para que continuemos trabalhamos arduamente.

Qual é o melhor para você?

M Shadows: Os três são muito bons, obviamente todos conhecemos a trajetória de Mike, mas eu particularmente gosto de tocar com Brooks, eu não considero ver a banda seguindo sem ele, sinto que está perfeitamente integrado com o grupo, na criação musical que fazemos e em basicamente tudo.

Depois das mudanças realizadas na banda, qual é o futuro do Avenged Sevenfold?

M Shadows: Agora com o disco estamos em um ponto em que gostamos muito de tocá-lo e só queremos ver os limites do que a banda pode fazer. Muitas bandas buscam um nível de êxito com o que fazem e o que buscamos é chegar a novos limites. Quando você começa um grupo não tem expectativas de uma carreira como essa, mas quando você começa uma carreira deste tipo que estamos vivendo, você quer ir descobrindo limites. Por essa razão muitos artistas fazem essas coisas e nós temos investigado novos caminhos, pelo qual agora você pode encontrar uma versão em espanhol, e pela qual seguimos escrevendo canções para todo o mundo. Aqui está o futuro do Avenged Sevenfold, seguir trabalhando em novas e boas idéias e em transmiti-las para o público.

Quando você era pequeno chegou a sonhar ou a imaginar algum dia estar na cúpula da cena metaleira como pode estar agora?

M Shadows: Quando era um garoto só queria rock n’ roll, fazia air guitar como se fosse Slash. Você começa a tocar para cem pessoas, logo trezentas, depois seiscentas e isso segue crescendo e crescendo até você se dar conta que se tornou sua realidade de vida. Você aparece nos meios de comunicação, as pessoas vão pela rua com seu disco e é uma realidade distante a respeito de quando você estava crescendo. Tentamos dar tudo, quando éramos jovens tentávamos ser uma grande banda e agora é algo que não interessa tanto, sendo que agora buscamos tocar em todas as partes do mundo e fazer o que gostamos, e o que nos faz feliz.

É possível que vejamos de novo um show do A7X onde algum fã suba e toque alguma canção com vocês como aconteceu em outras turnês?

M Shadows: Sim. Não agora obviamente, que estamos tocando com o Metallica e temos a “pressão” de tocar diante de sessenta mil pessoas,  mas muitas vezes quando tocamos em um local pela segunda vez, como por exemplo em Barcelona a segunda noite, mas na primeira noite não, já que você está lá para mostrar as pessoas as canções e eles estão ansiosos

Antes você comentou que The Stage é o seu álbum favorito, mas qual é sua canção favorita do Avenged Sevenfold?

M Shadows: Hmmm… Agora mesmo, eu não sei. “Hail to the King” [Hail to the King, 2013], Paradigm [The Stage, 2016], “Exist” [The Stage, 2016], “Nightmare [Nightmare, 2010]. Cada uma por razões diferentes, mas há muitas que gosto por sua melodia, por seu ritmo, por que se transformaram ou pelo que significam.

E, quais são suas bandas favoritas?

M Shadows: Pink Floyd. A respeito das novas bandas de metal te diria Mastodon, incluiria também o Metallica… Eu gosto muito de como já disse Pink Floyd, Daft Punk, Rolling Stones, clássicos como The Beatles… Várias bandas de estilos variados.

Que banda você traria de volta para vê-la ao vivo?

M Shadows: Se eu pudesse escolher, sem dúvidas Pink Floyd, gostaria muito que acontecesse, mas obviamente não é possível. Seria incrível ver John Lennon com The Beatles também.

Como você vê o futuro da cena do metal em todo o mundo?

M Shadows: Eu não sei, cara. Espero que não decaia e se mantenha. Há muitas bandas e não é um gênero muito apoiado em massa pela maioria da sociedade, e há bandas como Metallicas que lotam estádios com sessenta mil pessoas que vão ver metal, mas não é tão comum. Atualmente parece que os garotos quando crescem só querem ser DJ’s, e gostaria de ver mais crianças querendo aprender a tocar guitarra ou bateria e criar eles na música dessa forma. Espero que as pessoas empurrem as outras para ouvirem metal, mas no momento não está longe de ser um estilo popular na América, mas tenho esperança que siga no topo.

E na Espanha, você conhece ou escutou algum grupo daqui?

M Shadows: Não, na verdade não. Tenho visto algumas coisas por aí, mas não. Espero suas recomendações.

Para finalizar, que conselho daria a um grupo jovem que queira seguir uma trajetória no metal tão potente como o Avenged Sevenfold?

M Shadows: Em primeiro lugar, obrigado pelo elogio. Os diria para fazer o que gostam, que não se deixem influenciar por certos comentários das redes sociais porque isso não importa, cada um tem sua opinião e diz se gosta de algo ou é uma merda. Porém, deve fazer o que sente e mostrá-lo para o público, porque haverão pessoas que valorizam o que você faz se isso for de coração. Dê tudo e faça com que eles se tornem loucos por sua música o máximo possível.

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